BOMBA - Piauiense contratou quadrilha de MG para roubar bancos em Campo Maior


 Os demais integrantes do grupo são do Estado de Minas Gerais. Os policiais chegaram até o indivíduo após uma diligência realizada no mês de abril deste ano em Teresina.


O coordenador do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO), delegado Tales Gomes, informou ao GP1 que um dos bandidos que foi morto durante confronto com a polícia, em Barras, identificado como Antônio Paulo de França, vulgo "Paulo Madruga", foi o responsável por contratar os demais integrantes da quadrilha que explodiu e roubou as agências do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal em Campo Maior na última terça-feira (30). O indivíduo é o único piauiense que faz parte do grupo criminoso visto que os demais são do estado de Minas Gerais.


Os investigadores chegaram até o criminoso por meio de uma diligência realizada no início do mês de abril deste ano, que resultou na prisão do proprietário da empresa Pura Água, localizada no bairro Vermelha, zona sul de Teresina. O delegado Tales Gomes explicou que no estabelecimento foi encontrada duas fotos 3x4 do indivíduo.


“No mês de abril, nós realizamos duas diligências que resultaram a apreensão de diversos documentos falsos. No primeiro local onde nós executamos buscas, nós encontramos cinco fotos 3x4 do Paulo nesse estabelecimento onde, informalmente, no caso o dono, que era responsável pelos documentos falsos, nos relatou que havia fornecido uma cédula de identidade falsa para o Paulo França”, contou.


Desse modo, o coordenador do GRECO informou que, nesses casos, os criminosos sempre contam com a ajuda de uma pessoa do Estado para ajudar os demais, que não são da região, no aspecto logístico. “Nós apontamos ele como líder na medida que ele traz os mineiros para cá. Esses mineiros não sabem nem andar aqui no Piauí, não sabem nem o que é BR 343, o que é Piracuruca, Piripiri. É preciso de apoio de gente da terra. Um dos que contratou foi o Paulo. Não temos dúvida disso”, completou.


Antecedente criminal


O delegado Tales Gomes revelou ainda que Antonio Paulo possuía um mandado de prisão em aberto pelo crime de roubo. Ele participou de um arrombamento e estouro de uma agência do Banco do Brasil no município de Simplício Mendes no dia 05 de outubro de 2018. Participaram da ação 15 indivíduos distribuídos em três veículos: duas Toyota Hilux e um Fiat Toro. Os criminosos efetuaram disparos contra o quartel da PM da cidade e fizeram seis pessoas reféns.


Entenda o caso


Na última terça-feira (30), criminosos fortemente armados explodiram duas agências bancárias no centro de Campo Maior. Aproximadamente 15 homens entraram nas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, explodiram os bancos e, em seguida, se dirigiram aos cofres, de onde levaram o dinheiro. No último domingo (05), cinco suspeitos de integrar a quadrilha que praticaram o roubo foram mortos durante um confronto com a Polícia Militar do Piauí e do Ceará em Cocal.


Outros cinco indivíduos foram presos pela Força-Tarefa da Secretaria de Segurança Pública desde o roubo as agências bancárias em Campo Maior. Eles foram identificados como Dyego Harmando Cardoso Rocha, Hassan Rufino Borges Prado Aguiar, Emerson Souza da Silva, Vinícius Pereira da Silva Júnior, Josenverton dos Santos Sousa. Vale ressaltar que Hassan Rufino Borges Prado Aguiar é filho do coronel Francisco Prado, ex-comandante da PM-PI, que morreu em abril de 2015.


Ainda na noite do domingo (05), a Secretaria de Segurança Pública informou que mais um suspeito de integrar o grupo criminoso veio a óbito. Já na madrugada desta segunda-feira (06), dois indivíduos foram mortos em Barras, sendo que um deles trata-se de Paulo César dos Santos, único piauiense do grupo. O nono integrante da quadrilha foi morto no início da tarde desta segunda-feira (06).


Apreensão


Foram apreendidos os seguintes materiais: quatro veículos, fuzil AK47, calibre 762, um fuzil americano modelo M4, calibre 556, três pistolas bloq G17, com capacidade para fazer tiro automático, com calibre de 9 mm, pistola bloq G19, pistola de fabricação turca de 9 mm, uma pistola .40, seis coletes balísticos, cinco explosivos de metalom utilizados para a detonação de caixa eletrônico e outros três explosivos com imãs fortes. Além disso, foram recuperados um montante equivalente a R$ 50.000,00.


Fonte: GP1

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