Capitão suspeito de matar namorada foi reprovado em exame psicológico

O capitão da Polícia Militar do Piauí preso pelo assassinato da namorada, a estudante Camila Abreu, 21 anos, foi reprovado no exame psicológico para entrar na corporação, segundo o comandante da PM-PI, coronel Carlos Augusto Gomes. Ele entrou para a PM após recorrer à Justiça. O comandante disse ao que todos os policiais que conseguem entrar mesmo após reprovação no exame acabam tendo intercorrências.

"Todos os policiais apresentam algum problema, de leve, média ou grave consequência, mas sempre que reprovam e conseguem entrar na corporação via judicial, há alguma coisa. Nem sempre dessa gravidade, mas acontece", declarou o comandante.

Ele explicou que o capitão foi declarado aspirante no ano de 2000. O processo tramitou durante dois anos no Tribunal de Justiça do Piauí e a corporação foi obrigada a cumprir a decisão liminar da justiça. O comandante disse que o concurso da PM é rigoroso, com cinco fases, e que como o capitão, muitos reprovaram em diferentes etapas e recorreram.

"Na época, um grupo de candidatos não foi aprovado em algumas fases do certame e decidiu entrar com recurso para conseguir a aprovação. O capitão fazia parte deste grupo e conseguiu entrar na corporação mediante determinação judicial. Apenas cumprimos", declarou.

Avaliação psicológica

Pedro Soares, presidente do Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos (Nucepe) que é responsável pela banca que faz a avaliação dos candidatos ao concurso da PM. Segundo ele, o teste é importante porque detecta as características pessoais que podem comprometer o desempenho da função.

"São analisadas questões como agressividade, impulsividade, todo o temperamento e características pessoais, para saber se pode ou não desempenhar aquele trabalho. Não sabemos como foi nesse caso específico, mas se a pessoa é reprovada significa que não estava apta a ser policial. A banca é formada por profissionais da psicologia devidamente reconhecidos pelo Conselho da classe", explicou.

Medidas administrativas

O comandante da PM disse também que o suspeito não será protegido por parte da corporação. “O capitão se encontra detido no presídio militar até que o inquérito da polícia civil seja concluído. Ele também responderá a um procedimento administrativo, não terá regalias”, garantiu.

Ele explicou como acontecerá. “Depois que a denúncia for oferecida iniciamos o conselho de justificação e no prazo de 40 a 60 dias decidimos pela exclusão ou não dos quadros da PM. É importante dizer que em todos os casos em que o militar se envolveu num crime ele foi expulso da corporação”, disse.

Fonte: G1

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