Criadores de peixe da barragem de Piracuruca questionam vereadores e deputado

Na última quinta-feira (31/08), Piracuruca recebeu uma audiência pública idealizada pela Assembléia Legislativa do Piauí, onde tratou sobre assuntos relacionados ao Rio Piracuruca e seus problemas.

Imagens TV Assembléia
Em discurso do vereador Franklin e do deputado estadual Marden Meneses, colocaram em cheque a atividade da piscicultura desenvolvida pelos criadores de peixe em gaiola no rio, apontando o movimento como a principal prática poluidora, defendendo uma rígida fiscalização no seguimento.

Levando-se em consideração essa discussão, a equipe do portal Piracuruca ao vivo, esteve visitando criadores de peixe em gaiola, para que possam se pronunciar a respeito desta problemática e manifestar suas posições.

Imagens do vídeo publicado no perfil pessoal do vereador Franklin
Os vereadores Franklin e Zé Batata gravaram um vídeo nas margens do rio e publicaram nas redes sociais, citando que há impurezas na água e relatam ser de ração animal. Os criadores de peixes e funcionários lamentaram a forma como foi tratado o assunto, e disseram que a explicação para todo esse alarde, é que felizmente a barragem após anos sem sangrar, atingiu sua capacidade máxima e transbordou, desta maneira houve uma grande movimentação de água, elevando para a superfície todos os sedimentos que estavam no leito do rio, mas para a classe, acham prudente realizar uma análise para que possa apontar mais precisamente as causas.

O criador Otamires Cerqueira, era taxista e encontrou na piscicultura uma alternativa próspera de melhorar a renda de sua família e hoje é um gerador de empregos indiretos na região, "Tem 3 anos que iniciei neste ramo, hoje estamos convivendo com esta polêmica e este tipo de discussão não é justa, eles falam de uma fiscalização, a gente tenta se regularizar há anos e a demora na expedição dos documentos impedem da gente trabalhar, deve ser realizado um estudo, para saber a capacidade de gaiolas que o rio comporta, reduzir o número de gaiolas dos grandes criatórios, igualando aos pequenos e não impedir a gente de trabalhar, tirando vários pequenos e deixando um grande explorando. Esta exposição está nos prejudicando bastante, pois nossos clientes estão evitando de comprar nossa produção, além de estarmos sendo taxados pelas pessoas de irresponsáveis e isso não é verdade, temos o maior cuidado com o rio, estamos ajudando a repovoar o rio com peixes, muitas pessoas vem aqui para pescar, pois há uma maior concentração de peixes nesta área", disse Otamires.

O criador Chico Manu, foi um dos primeiros a participar da associação de pescadores e há 8 anos permanece na atividade, na qual também tira o sustento de sua família. Alerta sobre este tipo de discussão, que trata do assunto sem nenhuma base científica, tornando uma exposição desnecessária, "Para que eles iniciem uma discussão dessa, tem que conhecer a realidade, dá uma volta na água, criatórios, dos resíduos que tem na água, fazer uma análise, analisar também próximo das gaiolas e não fazer como estão fazendo, comentando que o rio ta poluído sem saber realmente a verdade. Mas agora que tá chegando próximo da política estão querendo se aparecer, mostrar que estão preocupados com uma coisa que nunca ligaram. Se o rio realmente estivesse poluído, os primeiros peixes que morreriam, seriam os que estão presos na gaiola, por não ter condições de procurar uma fonte melhor de oxigênio no rio. Estão fazendo uma polêmica dessas, sem saber de nada, minha família vive disso aqui, mantenho os estudos dos meus filhos com o que eu tiro daqui, não podem chegar aqui e acabar com isso de uma vez, assim como eu, tem várias pessoas que sobrevivem com a criação de peixe", finaliza Chico Manu.

Engenheiros da CODEVASF, prestam assessoria aos criadores de peixe em gaiola daquela região, além de trazer novas tecnologias de produção, realizaram ano passado, a feira do peixe vivo no mercado público municipal, onde contou com o envolvimento de ex-alunos do colégio agrícola.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Manoel Filho, esteve no Centro de Engenharia de Pesca da Universidade Federal do Piauí, buscando soluções para amenizar os problemas que envolvem o rio Piracuruca, solicitou a coordenação a presença de especialistas da instituição para estarem aferindo a qualidade da água e analisando a capacidade produtiva em relação a criação de peixes no rio.

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