Caixa só volta a liberar crédito imobiliário com recursos do FGTS em 2018

A Caixa Econômica Federal informou nesta sexta-feira (7) que a linha pró-cotista, que está suspensa, será retomada apenas em 2018. Essa linha financia a compra da casa própria com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e tem juros mais baixos do que outras modalidades de crédito imobiliário.

"A Caixa Econômica Federal informa que continua atuando em todas linhas de crédito habitacional, exceto pró-cotista. As novas contratações da linha pró-cotista estão previstas para serem retomadas no próximo semestre", disse o banco em nota.

Os financiamentos imobiliários da linha pró-cotista FGTS foram suspensos em maio e novamente em junho. O motivo é falta de recursos.

A suspensão ocorre porque, segundo a Caixa, já foi utilizado todo o recurso disponibilizado para financiamentos da linha pró-cotista de 2017. O orçamento previsto para essa modalidade era de R$ 6,1 bilhões. "Os recursos disponibilizados para a referida linha já foram utilizados. No primeiros 6 meses desse ano, foram emprestados mais que todo ano de 2015", diz a Caixa.

Ainda assim, o valor disponibilizado para a linha pró-cotista deste ano é maior do que o liberado no ano passado, de R$ 5,5 bilhões.

O pró-cotista FGTS é dirigido para a compra de imóveis novos ou usados de até R$ 950 mil nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e R$ 800 mil nos demais estados. É a linha mais barata de crédito habitacional, com exceção do Minha Casa, Minha Vida.

Contas inativas

A Caixa negou que a liberação do saque das contas inativas do FGTS não prejudica a capacidade de financiamento imobiliário com recursos do fundo. "A liberação das contas inativas foi analisada e estudada pela equipe técnica do governo federal", diz o banco em nota.

"O saque por parte do trabalhador faz parte do modelo conceitual do FGTS e não fragiliza a capacidade de investimentos, autorizados pelo Conselho Curador do FGTS, nas áreas de Saneamento, Infraestrutura e Habitação", garantiu a Caixa.

Fonte: G1

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