Marcelo Castro presidente do PMDB no Piauí, diz que delação da JBS é o 'fim da linha'

O presidente e o vice-presidente do PMDB no Piauí divergem em relação a delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do frigorífico JBS.  

Divulgada ontem (17), a delação revelou uma gravação em que o presidente Michel Temer (PMDB) aprova a compra do silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois que ele foi preso na operação Lava Jato.

Enquanto o presidente do PMDB no Piauí, o deputado Marcelo Castro, afirma que o Brasil se encontra em uma situação de "altíssima gravidade” e chegou "ao fim da linha", o presidente do Conselho Nacional do Sesi e vice-presidente do PMDB no Piauí, o ex-ministro João Henrique Sousa, prefere ter cautela, além de declarar que Temer está tranquilo e trabalhou normalmente nesta quinta-feira (18), um dia após o conteúdo das gravações virem à tona no país. 

Marcelo Castro defendeu ainda a urgente reforma política enquanto João Henrique discute a apuração detalha das circunstâncias em que ocorreu a gravação envolvendo Michel Temer, que assumiu a presidência após o impeachment de Dilma Rousseff (PT) por ter cometido crimes de responsabilidade na condução financeira do governo. O impeachment foi aprovado por 61 votos a favor e 20 contra. Não houve abstenções. 

“Nós estamos entrando em uma situação de altíssima gravidade. O Governo Temer não conseguiu ter a aprovação mínima da opinião pública. Nós chegamos ao fim da linha. Quem acreditou que a delação da Odebrecht era o fim do mundo, enganou-se. Agora que é. Eu julgo que em um clima como esse só temos uma reforma que poderá prosperar; que é a política. Uma reforma política, isso sim que é necessário”, defende Marcelo Castro em entrevista ao Jornal do Piauí. 

João Henrique e Michel Temer
Também em entrevista ao Jornal do Piauí, João Henrique Sousa declarou que está em Brasília e não existe a possibilidade renuncia de Michel Temer. Desde ontem, manifestações estão ocorrendo em todo país pedindo que Temer renuncie ao cargo e que seja realizada eleição direta. 

“Na realidade, o que aconteceu foi uma frase dentro deu um contexto que foi depreciado. É preciso saber quando o presidente colocou essa frase. Não ficou claro. Isso cria um desconforto. É preciso que se apreciem os acontecimentos”, disse o presidente do Conselho Nacional do Sesi.

Já a senadora Regina Sousa comentou o acontecimento afirmando que a delação dos irmãos donos da JBS foi diferente das outras. 

“Essa delação ocorreu como deveria ter ocorrido todas as outras. Primeiro, teve investigação. A Polícia Federal acompanhou. Então, não há como contestar e dizer que não é verdadeira, pois já foi uma coisa da própria Polícia Federal; apesar dos depoimentos terem sido dos empresários a polícia acompanhou”, ressaltou.

Fonte: www.cidadeverde.com

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