Marcelo Castro admite 'meio chute', diz que foi agredido no aeroporto e condena protesto

O deputado federal Marcelo Castro (PMDB-PI) comentou, nesta terça-feira (16), o incidente envolvendo manifestantes durante seu embarque no aeroporto Petrônio Portela, ontem (15). Em entrevista para a Rádio Cidade Verde, o parlamentar condenou agressões físicas e disse que ainda estuda quais medidas irá adotar depois do episódio. 

Marcelo Castro foi cercado por manifestantes contrários às reformas da Previdência e Trabalhista. O deputado reclamou que foi impedido de entrar no aeroporto por pessoas que se comportaram de forma "agressiva" e "se excederam de maneira reprovável". O parlamentar informou que sofreu um empurrão e foi atingido por uma bandeirada na cabeça. Em vídeo que circula nas redes sociais, ele aparece revidando com um chute. 



Em entrevista por telefone no Cidade Verde Notícias, comandado por Nadja Rodrigues e Zózimo Tavares, o parlamentar defendeu o direito de manifestação, mas contestou o que ocorreu. "Eu entendo, sempre entendi que é um direito da população se manifestar. Acho que o homem público tem que estar preparado para isso. O que eu não estou preparado, nem você, nem o Zózimo, nem ninguém: é para levar pancada. Agressão física não pode", disse Marcelo Castro. "Eles podem me vaiar, podem discordar da minha posição, podem até me xingar, tudo bem. Mas me impedir de entrar, eles não podem". 

Castro afirmou que tentou se conter durante a manifestação, até ser agredido. "Alguém me empurrou e alguém me deu uma bandeirada na cabeça, de costas. Automaticamente, instintivamente, impulsivamente, eu me virei para revidar a agressão. Mas quando eu me virei para revidar, automaticamente eu caí em mim, na minha consciência: "eu não posso fazer isso, eu sou um homem público". Então eu me contive, mas eu já tinha disparado o pé. Quem assistir o vídeo vai ver perfeitamente que foi um meio chute". 

O parlamentar ainda contestou as palavras de ordem proferidas contra ele. "E o que é pior, gritando palavras de ordem me chamando de golpista. "Golpista, golpista, golpista...". Esse povo deve estar doido porque golpista, segundo eles mesmos, não são aqueles que votaram pelo impeachment da Dilma?", disse o deputado, lembrando que tem convicção de que não havia motivo legal para se aprovar a retirada da presidente do cargo e correu o risco de ser expulso do PMDB por seu posicionamento. 

"Chamar de golpista, uma pessoa que esteve na iminência de ser expulso do partido porque votei contra o impeachment, que eles chamam de golpe? Oxente! Então esse povo está no mundo da lua. Agora tudo isso é direito de manifestação e nós, como homens públicos, temos que preservar. Agressão física, não pode", completou.

Em defesa do deputado
No Jornal do Piauí, da TV Cidade Verde, o deputado estadual João Mádison (PMDB) também lembrou que os mesmos que criticam Marcelo Castro o apoiaram por votar contra o Impeachment e disse que os ataques são inaceitáveis.


Fonte: www.cidadeverde.com

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