Estima-se que até 2050, morrerá uma pessoa a cada três segundos por causa de infecções bacterianas

De acordo com um estudo encomendado pelo governo britânico, no ano de 2050 morrerá uma pessoa a cada três segundo em decorrência de infecções por superbactérias, resistentes a todos os tipos de antibióticos. Autoridades daquele país já descrevem estes riscos como tão graves quanto o terrorismo.

Dois grandes problemas contribuem para a realização desta previsão até meados deste século: a falta de desenvolvimentos de novos antibióticos e, o uso inadequado que faz com que os que ainda produzem efeito, torne-se obsoletos em um curto período de tempo, havendo um verdadeiro desperdício do atual “arsenal terapêutico” ainda disponível. O ultima nova classe de antibiótico foi descoberta ainda na década de 80.

A descoberta de bactérias que resistem ao antibiótico usado como último recurso, a colistina, levou a um alerta sobre o risco de uma era "pós-antibiótico". O estudo prevê que a situação deve piorar e ocorrerá um aumento gradual de mortes causadas por infecções resistentes que chegará, em 2050, ao nível de 10 milhões de mortes por ano a um custo que estima-se chegar, até 2050, a US$ 100 trilhões de dólares.

A publicação recomenda:

- Iniciar uma campanha de conscientização global e urgente, já que a maioria das pessoas não sabem deste problema;

- Estabelecer um Fundo de Inovação Global de US$ 2 bilhões para pesquisa em estágio inicial;

- Melhorar o acesso a água limpa, saneamento e hospitais mais limpos para prevenir a propagação de infecções;

- Reduzir o uso desnecessário de antibiótico na agricultura, incluindo uma proibição dos "muito arriscados" para a saúde humana. Atualmente, a agricultura e pecuária e pecuária nos EUA, utilizam 70% dos antibiótico produzidos, não para tratar doenças, mas para estimular o crescimentos dos animais.

- Melhorar a vigilância do crescimento da resistência a antibióticos. Muitos médicos ainda fazem prescrição de antibióticos para infecções virais, que não respondem a antibióticos mas, que podem tornar bactérias já presentes no nosso organismo e que não nos causem problemas, resistentes a estes. Estas bactérias podem “ensinar” esta resistência a bactérias que nos são prejudiciais;

- Pagar US$ 1 bilhão a empresas por cada antibiótico descoberto;

- Dar incentivos financeiros para desenvolver novos testes para impedir que antibióticos sejam receitados quando eles não funcionarão;

-Promover o uso de vacinas e alternativas a antibióticos.

Fonte: BBC e IG

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